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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

"Arte em toda parte": em Amsterdã isso é literal!

Pra fechar as belezas de Amsterdã, ainda preciso falar um pouco de duas "coisinhas" dessa cidade espetáculo! A primeira delas é sobre algo está literalmente nas ruas e calçadas para qualquer pessoa que esteja passando... 


Uma amarelinha em plena calçada (Amsterdã, 2013)

Sim, a cidade oferece um lado lúdico que pode ir desde algo mais elementar como uma "amarelinha" até jogos mais elaborados como...

... um xadrez GG muito bacana onde pessoas podem ser as peças do tabuleiro!
(Amsterdã, 2013)

Dá pra afirmar tranquilamente que a capital da Holanda é um museu ao ar livre! Andando à esmo, sem rumo, você esbarra em cenários e locais inimagináveis. 

Literalmente se trata de "arte em toda parte" (Amsterdã, 2013)

Isso sem falar nos museus tradicionais, que é a segunda "coisinha" que eu não poderia deixar de comentar, em se tratando de Amsterdã. Além da arte exposta publicamente aos quatro cantos da cidade, ainda existem, pelo menos, dois museus espetaculares que não podem deixar de ser visitados!

Um deles é o conhecidíssimo Museu Van Gogh que reúne a maior coleção dele no mundo. Vários quadros de diferentes momentos de sua vida, o seu desenvolvimento artístico até a chegar àquele traço bem característico, sua condição de sofrimento, enfim, algo que só dá pra conhecer em Amsterdã.


O último quadro concluído de Van Gogh antes dele se suicidar. O céu bastante carregado chama a atenção nessa obra (Amsterdã, 2013)

Descobri que Van Gogh se interessou pela cultura oriental! Essa foto não ficou das melhores, mas foi a menos pior da minha produção... (Amsterdã, 2013)

Essa aí sou eu num grande painel que reproduz uma obra dele (Amsterdã, 2013)

E pra finalizar, compareça ao Rijksmuseum. Também não sei como se pronuncia, mas é isso aí mesmo! Ele está nesse local desde 1885!

Dentre muitos clássicos, tem uma coleção asiática incrível, fiquei um tempão admirando coisas que não costumamos ver nas Américas... Esse é um quimono mais moderno, ñ lembro se para mulheres casadas ou divorciadas. Sim, existe essa diferença! Ñ sei se perdura... Espero sinceramente que não... 

Uma deusa hindu (?) que eu esqueci de anotar o nome... Lindíssima! (Amsterdã, 2013)

Bom, isso é apenas uma pequena parcela do que essa capital oferece, em termos de arte, história, cidadania, mobilidade, planejamento urbano, entre tantas outras coisas... 

Ah, dica importantíssima, ainda mais no verão europeu: sempre compre seus ingressos antes pela internet para poupar filas homéricas, vale muito a pena!! Olha os links:


Agora me diz, desse jeito, dá pra reclamar de alguma coisa??!!

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Sobre uma cidade com verdadeira mobilidade: Amsterdã!

Amsterdã surpreende em muitas coisas. O que ñ dá pra deixar de comentar é a questão da mobilidade. É uma cidade relativamente pequena, se pensarmos em termos de capitais e, ao mesmo tempo, extremamente avançada no que se refere ao deslocamento. Trata-se de um lugar onde é completamente dispensável ter um carro! Você chega de modo rápido e seguro em qualquer parte da cidade ou do país. Eles têm um sistema de trens impecáveis que cobre toda a Holanda e, para andar na cidade, existe nossa velha amiga bicicleta ou o mais moderno “tram”.

A bicicleta toma conta de Amsterdã onde quer que você vá (Holanda, 2013)

Faça frio ou faça calor, as pessoas usam a bicicleta para se locomover. De calça, de saia, de vestido, de tênis, de salto. Há ciclovias por todos os lados! E encontrei o maior estacionamento de bicicletas que já havia visto!

Próximo à estação central há um estacionamento gigante de bikes (Amsterdã, 2013)

Ter filhos/as pequenos/as também ñ é impedimento ou desculpa para ñ usar uma bicicleta. Vi várias que tinham compartimentos especiais para carregar as crianças!

Ninguém fica de fora: até crianças podem ser transportadas de modo seguro numa bicicleta (Amsterdã, 2013)

Para quem ñ tem uma “magrela” ou ñ tem condições de conduzir uma, a cidade é atendida por uma espécie de metrô de superfície que se chama “tram”. Por até duas horas, você pode pegar pegar quantos “trams” quiser, pagando apenas uma tarifa. Ele passa pelo meio das principais ruas, mesmo as mais movimentadas por pedestres, e nada acontece! Há algum tipo organização implícita (pelo menos para mim, apenas uma visitante) que garante a segurança das pessoas que por ali circulam.  

Um "tram" cruzando a capital holandesa (Amsterdã, 2013)

O fato é que andar em Amsterdã é um sempre um prazer, seja à pé, de bike ou de "tram". Vale a pena experimentar os três. Sem falar nos barcos que circulam nos canais durante o verão. Enjoy it! 

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

As diferentes estações de Amsterdã!

Depois de voltar à Amsterdã, agora no auge do verão, posso afirmar sem sombra de dúvida que existem duas Europas totalmente distintas: uma no inverno e outra no verão. Os países mudam por completo! De modo algum, vivemos isso no Brasil, seja qual região for. Estamos acostumados a apenas colocar mais roupas ou menos e pronto! Na Europa, e mais especialmente, em Amsterdã, vi que a cidade se transforma, assim como os hábitos, as atividades e a cultura local. Assim que cheguei na capital holandesa e fui dar minha primeira volta nas redondezas, essa metamorfose já me saltou aos meus olhos.

Em 1997 quando fui, pela primeira vez, à Amsterdã, cheguei num inverno intenso para a média europeia. Peguei neve em Paris, algo não tão frequente assim. O fato é que os famosos canais que definem Amsterdã estavam todos congelados! E para minha surpresa, descobri que lá as famílias costumam ter patins, os adultos, as crianças e todos saem para patinar nos canais congelados nos fins de semana.

Inverno em Amsterdã com os canais congelados
(Fonte: http://static.animalpolitico.com)

Agora no verão de 2013, os bares e restaurantes colocam mesas na beira dos canais e o lazer de verão é passear de barcos, canoas, lanchas onde as pessoas fazem uma espécie de piquenique fluvial: comidinhas, sanduíches, cerveja e vinho para quem uma diversão a mais!
Verão em Amsterdã (Holanda, 2013)

As famílias holandesas têm seus meios próprios ou providenciam pequenas embarcações  criando um clima mais intimista e interessante. Já os visitantes acabam indo, na sua grande maioria, em barcos bem maiores, virando um verdadeiro citytour by boat!

Um dos principais pontos para forasteiros/as fazerem esse passeio: Stadhouderskade (Holanda, Amsterdã, 2013)

Outra coisa que muito bem frequentada no verão de Amsterdã são os imensos parques à disposição de todo mundo. As pessoas passam tardes inteiras deitadas, tomando sol, fazendo piquenique e, sobretudo, aproveitando o calor que dura pouco nessas bandas...

Parque nas proximidades dos museus em Amsterdã (Holanda, 2013)

Me peguei pensando em como, infelizmente, estamos longe disso no Brasil... Hoje, nas grandes capitais brasileiras, na verdade não vivemos a cidade e muito menos exercemos o direito à cidade. Apenas sobrevivemos como podemos, cada um à seu modo. A circulação urbana é precária seja para quem usa ônibus ou carro, sem contar a insegurança pública que nos assola e nos impede de andar à pé mesmo nos menores trajetos. Por isso, depois de morar um ano na Europa, tenho pensado, cada vez mais, em apostar em cidades menores exatamente para fugir do caos das metrópoles brasileiras onde tudo pode acontecer.

Semana que vem tem um pouco mais sobre as delícias de Amsterdã!

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Mochilando na Europa: temporada de verão 2013!

Já cruzei o Atlântico algumas vezes, mas sempre me dá um friozinho na barriga como se nunca tivesse ido. É uma eterna primeira vez. No entanto, assim que chego no Velho Continente, essa sensação passa e dá lugar à curiosidade, ao novo e ao que está por vir. Delícia total! Também acho que essa vinda tem um quê de especial, pela nostalgia de voltar à uma cidade onde morei por um ano e que foi um grande divisor de águas para mim.


Chegando novamente na Europa depois de quase 2 anos (Espanha, 2013)

Pena que viajar nem sempre é motivo de aventura deliciosa para todo mundo... Com frequência, vejo pessoas aflitas, ansiosas, preocupadas com o desconhecido. E uma das coisas que mais me chama a atenção é me deparar com inúmeros/as “viajantes” que, em terras estranhas, não saem de sua zona de conforto. Mantém os mesmos hábitos e costumes como se estivessem em sua casa. São os indivíduos que não se arriscam, que buscam o familiar que dispensa qualquer tipo de aventura. São as pessoas comem todos os dias em conhecidíssimas redes de fast food, ao invés de se iniciarem na culinária local. Posso afirmar que não se trata de uma questão financeira. Sempre existem opções locais equivalentes do ponto de vista econômico. Só consigo concluir: que desperdício! 

E vi isso assim que cheguei no aeroporto de Lisboa. Decidi chegar na Europa via Portugal para ganhar tempo e infelizmente ñ ficarei aqui dessa vez... Nas poucas horas que fiquei em terras lusitanas, notei que a comida portuguesa nunca será conhecida por muitas pessoas que viajam sem sair do seu próprio mundo. É a manutenção da mesmice: comer o de sempre e se satisfazer com isso!

Enquanto me dava conta do quanto isso é muito mais comum do que pensava, decidi comer o tradicionalíssimo pastel de nata ou de belém. Divino, espetacular e tipicamente português. Quem for para Lisboa, precisa conhecer o original: http://www.pasteisdebelem.pt. É imbatível! Como ñ posso me dar esse luxo dessa vez, me contento tranquilamente com algum "genérico" vendido nas lojinhas portuguesas do aeroporto.

Simplesmente irresistível: o pastel de nata ou de belém português 
(http://candycottonclothing.blogspot.com)

Semana que vem, é a hora de mostrar um pouquinho de Amsterdã! Me encantou quando fui pela primeira vez em 1997 num inverno que congelou todos os canais. Dessa vez, em pleno verão, a história é completamente outra!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Segóvia: uma aula de história romana em plena Espanha

Eu ando, ando e acabo voltando pra boa Espanha... Mas não posso negar: esse um ano morando em Granada me fez descobrir que esse país é muito mais que Madri e Barcelona. Absolutamente nada contra essas duas cidades maravilhosas! Apenas o fato de que morar fora desse reduto - o equivalente a Rio-SP no Brasil - me proporcionou conhecer a riqueza e a diversidade do país. Na história, na arquitetura, na gastronomia...


Nesse post, conto um pouco do lado romano que tem na Espanha, mais precisamente na cidade de Segóvia, que fica perto da capital. Mas não tão próximo como Toledo que é parada quase obrigatória para quem visita Madri.


Cartão-postal de Segóvia: o aqueduto romano do séc. I e II d.C. (Espanha)


Esse aqueduto é algo impressionante... Dizem que é um dos mais bem preservados que existe até hoje e tem quase 800 metros de extensão. Claro que fizemos todo o caminho e ele vai mudando de altura, conforme o local. Parece surreal, mas as pedras estão apenas encaixadas! Nada existe entre elas, somente a física fundamental: uma pedra ou uma dupla delas fica num local estratégico do arco para servir de equilíbrio às demais.

Não dá pra ver exatamente o que eu descrevi sobre o encaixe das pedras, mas dá pra ter uma ideia um pouco melhor... (Aqueduto romano, Segóvia, Espanha) 


Na medida em que nos afastamos da parte central, o aqueduto diminui e passa muito perto das casas de moradores/as (Segóvia, Espanha)


Parada para uma picture: chega de pedra, né! Tava um frio, pleno inverno, em janeiro... (Segóvia, Espanha)


E aqui está o final do aqueduto. Simplório demais, se comparado à parte central... (Segóvia, Espanha)


Mas Segóvia tem muita coisa bacana além do aqueduto, claro! Mas era impossível não fazer um post exclusivo pra esse gigante que praticamente domina a cidade! No próximo post, trago o "restante" de Segóvia!

sábado, 30 de junho de 2012

Um dia ainda passo uma temporada em Paris...

Considerando que tenho amigos/as que estão agora na França, e especialmente em Paris, seja a trabalho ou a passeio, decidi - nostalgicamente - resgatar minhas melhores imagens dessa cidade que é um mundo à parte...


Inicio pelo meu bairro preferido... que é um sonho...


Uma escadaria em Montmartre (Paris)

 A clássica basílica de Sacré Coeur (Paris)

Centro Georges Pompidou (Paris)

Centro Georges Pompidou - Terraço (Paris)

Vista do Terraço do Centro Georges Pompidou, com a Torre Eiffel ao fundo (Paris)

Pergunta de Breton... (Paris)

Pra encerrar, um arco-iris no miolo de Paris!


Realmente Paris é um mundo à parte que não pode ser desvendado em pouco tempo... É preciso tempo, maturação e olhos atentos... Ai, não seria ruim morar uns meses nessa cidade... Quem sabe eu aprendo a falar francês e tomo coragem?????? 

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Você já viu uma loja de camisinhas?

Estava eu procurando inspiração para escrever aqui no blog e resolvi mexer nas minhas fotos pra ver se alguma luz surgia. E eis que encontro uma foto muito sugestiva que nem me lembrava mais...


Loja de camisinhas e demais acessórios (Amsterdã, Holanda)

Pois é, eu já tinha ido para Amsterdã há váriosss anosss atrás, mais precisamente na minha primeira viagem de mochila pela Europa. Me apaixonei pela cidade. Era 1997. Tudo muito diferente de tudo que eu já havia visto. As ruas, os meios de transporte, a mistura de coisas e pessoas. Exótica pura. Até escrevi uma pequena crônica na época que foi publicada pela saudosa Filô onde estudei, através do Poeta de Gaveta. Bons tempos!

O fato é que, mesmo voltando mais de uma década depois, Amsterdã continua a me surpreender! Pena que, dessa última vez, fiquei apenas 48h e quase nem pude aproveitar suas maravilhas... Por isso, ressalto: Amsterdã merece ser visitada, sob sol, chuva ou neve! Você não irá se arrepender!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Brasil e Espanha: tensões à vista!

Post novo meu no site Sair do Brasil!


Os recentes problemas de migração vividos entre o Brasil e a Espanha me fizeram pensar sobre o lado B de uma viagem. Pra completar, li ontem que 15 brasileiros foram barrados e impedidos de entrar na Espanha... Sei não onde isso vai parar...


http://sairdobrasil.com/2012/04/25/brasil-e-espanha-tensoes-a-vista/




segunda-feira, 26 de março de 2012

A Mochila continua viajando! E agora é hora de mostrar um pouco da Suécia!

Ficar meses sem postar não tem desculpa, eu sei, e também nem dá pra usar o velho clichê de "correria" e "falta de tempo". Posso dizer que foi um misto de férias, novos trabalhos e uma nova vida que assumi quando voltei a morar no Brasil.


E eis que consigo continuar minha saga pela Europa antes de começar a Mochila Brasil! Agora conto um pouco sobre a Suécia, único país da Península Escandinava que visitei nesse tempo que morei no Velho Continente. Aproveitei o fato de uma grande amiga morar em Estocolmo pra conhecer o país conhecido como um dos mais desenvolvidos do mundo.


Desavisada, resolvi olhar o termômetro no meu primeiro passeio pela cidade e literalmente gelei: 0 graus no início do outono... (Estocolmo, Suécia)

Estava eu no centro antigo da capital quando me deparei com essas construções arquitetônicas estreitas e geminadas, típicas de alguns países do norte da Europa (Estocolmo, Suécia)


Alguém se arrisca a entender a língua sueca? Nem a palavra "obrigada" consegui aprender... (Estocolmo, Suécia)


Vista do centro da cidade (Estocolmo, Suécia)


O país é todo formado por ilhas e ilhotas e não poderia ser diferente com a capital que é toda cortada por canais. Minha amiga contou que no verão, nos poucos dias que a temperatura fica em torno de 25-30 graus, dá pra tomar banho e nadar numa boa. A água é limpa e todo mundo entra. Fiquei olhando e imaginando quão bacana deve ser isso. Mal sabia eu o que me esperava no dia seguinte. Iludida, pensei que era "apenas" outono na Suécia e o frio seria ameno, hahaha. Quando abri a janela de manhã, levei o maior susto!


 Tinha nevado a noite todinha! (Estocolmo, Suécia)

Como não gosto tanto assim de frio, cancelei minha andança do segundo dia e corri pra um lugar fechado. Um chá pra me esquentar, um bom livro e o mapa que sempre me acompanha foram minhas companhias nessa gelada tarde sueca... 

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Outono no Leste Europeu: Berlim - parte III

E eis que finalmente consigo terminar essa trilogia do Leste Europeu, encerrando em Berlim.  E, pra isso, nada melhor que uma foto típica de outono de um dos váriosss parques lindos que têm lá...


Um parque em Berlim em pleno outono (Alemanha)

O único porém desses dias em Berlim foi que pegamos chuva, frio e um tempo bem chatinho... Sem dúvida, a primavera é a melhor estação pra conhecer esse lado da Europa. Apesar disso, deu pra circular bem na cidade.

Nossa primeira meta foi conhecer o Muro de Berlim, claro! Ele é gigante e cheio de pinturas, as mais variadas possíveis, de diversos artistas do mundo todo. Em inglês é conhecido como East Side Gallery.

Uma das poucas obras de brasileiros/as no Muro de Berlim (Alemanha)

Euzinha da Silva, na exata divisão entre Berlim Oriental e Ocidental (Alemanha)

Pintura clássica que se encontra lá no Muro de Berlim (Alemanha)

Também visitamos o Memorial do Holocausto que é um verdadeiro labirinto de concreto. São quase 3 mil blocos de concreto feito em homenagem às pessoas judias vítimas. São todos diferentes entre si.

Memorial do Holocausto em Berlim (Alemanha)

Pra fechar Berlim, super recomendo uma visita ao edifício Tacheles. Infelizmente, não tenho comigo nenhuma foto bacana de lá, mas vale muito a pena conhecer o lugar. Não só porque há rumores de que ele será demolido, mas porque lá se encontra toda a arte outsider alemã. Em cada sala, vão, cômodo do prédio, tem um artista que apresenta seu trabalho, saindo completamente do padrão. É muito bacana! Tão bacana quanto é o Café Zapata que fica ali junto e rola som de altíssima qualidade. Mas o bar é pequeno e bem disputado. Tivemos sorte de passar por ali no final da tarde e pegarmos o ensaio da banda que ia tocar mais tarde. Arrasaram!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Outono no Leste Europeu: Budapeste - parte II

Chegamos em Budapeste! A capital da Hungria é atravessada pelo famoso rio Danúbio. Por conta disso, do lado direito do rio a região é conhecida como Buda e do lado esquerdo Peste. Bem sugestivo, não?!

Está é a mais conhecida das várias pontes de Budapeste: Széchenyi. Também nominada como ponte das correntes, bem mais fácil... Mas, pra mim, claro, ainda mais sendo leonina, deveria chamar Ponte dos Leões! (Budapeste, Hungria)


Já que tínhamos gostado da proposta do free walking tour que fizemos em Praga, procuramos o grupo na Hungria. Para nossa surpresa, havia a proposta de fazer uma caminhada "comunista" pra conhecer um pouco dos lugares, da história e de como o comunismo está profundamente ligado ao país como um todo. Nesse sentido, nossa guia nos levou a um lugar onde ainda havia uma espécie de abrigo (shelter ou bunker) e, ao mesmo tempo, um ponto de fuga para onde a elite do governo seria levada, chegando rapidamente ao aeroporto e podendo sair do país.


Grupo do walking tour olhando o abrigo/ponto de fuga (Budapeste, Hungria)

Vista do interior do abrigo/ponto de fuga (Budapeste, Hungria)

À noite, depois da caminhada, a guia propôs que fôssemos a um bar onde ela mostraria objetos pessoais da sua família e conhecidos. Vimos postais, jogos, passaportes, documentos onde cada pessoa ganhava pontos vermelhos ou azuis pelo apoio ao regime ou não... Enfim, coisas que não se vê tão facilmente assim... Apenas fiquei com mais vontade de visitar as ruínas da gigantesca estátua de Stalin que estão nos arredores da capital. Após cair o regime comunista, sobrou somente o pé dele... E ainda assim, parece algo assombroso de tão grande. Mas infelizmente não rolou... Bom, pra dar conta de tanta coisa, o consolo foi que já estávamos num bar porque uma cerveja era providencial nesse momento! Foi quando li algo que não era em húngaro (please!) e morri de rir:

Um quadro bastante sincero num bar (Budapeste, Hungria)


Uma húngara vendendo flores e frutas próximo à ponte que separa Buda e Peste (Hungria)


Pra fechar essa passagem pelo Leste Europeu, em pleno outono, nada melhor que uma foto que tirei dos meus dois amigos, companheiros nessa viagem, quando contemplavam a linda vista do rio Danúbio.

Jú e Lud em momento contemplativo (Budapeste, Hungria)